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Cronologia do Futebol preserva a memória dos clubes. Investigamos trajetórias históricas, sociais e culturais. Do futebol profissional ao amador. Um arquivo vivo.
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Racing Club:Fundação, História e Curiosidades
Ficha Técnica: Racing Club
País: Argentina.Cidade: Avellaneda, Buenos Aires.
Nome oficial: Racing Club.
Estádio:
Divisão Atual:
Proprietários: clube de propriedade exclusiva dos sócios (modelo associativo sem fins lucrativos).
Apelido: La Academia / El Primer Grande.
Música / Hino Oficial: Marcha Oficial de Racing Club.
Cores oficiais: azul-celeste e branco.
Material Esportivo Atual: Kappa.
Maior rival:
Maior ídolo: Diego Milito / Lisandro López / Roberto Perfumo / Humberto Maschio.
Recordista de Jogos: Natalio Perinetti (405 partidas oficiais).
Maior artilheiro: Evaristo Barrera (136 gols oficiais).
Maiores Títulos: 1x Campeão da Copa Intercontinental (1967). 1x Campeão da Copa Libertadores da América (1967). 1x Campeão da Supercopa Libertadores (1988). 18x Campeão do Campeonato Argentino (1913, 1914, 1915, 1916, 1917, 1918, 1919, 1921, 1925, 1949, 1950, 1951, 1958, 1961, 1966, 2001, 2014 e 2018/19). 15x Campeão de Copas Nacionais Argentinas.
Principais vice-campeonatos: 1x vice-campeão da Recopa Sul-Americana (1989). 9x vice-campeão do Campeonato Argentino.
Site oficial:
Cronologia de Fatos Históricos
1903: Fundação oficial do clube em 25 de março por meio da união crucial entre duas agremiações locais, o Barracas al Sud e o Colorados Unidos, sob a liderança de Germán Vidaillac, que sugeriu o nome baseado em uma prestigiada revista de automobilismo francesa.
1913: O Racing conquista seu primeiro campeonato nacional da era amadora ao vencer o San Isidro, iniciando o período mais avassalador da história do futebol local. O clube faturaria sete títulos consecutivos (1913 a 1919), estabelecendo uma hegemonia impecável que lhe rendeu o apelido eterno de La Academia.
1949: Sob a liderança técnica de Guillermo Stábile e o faro de gol de Llamil Simes, o Racing conquista o campeonato argentino e inicia o histórico tricampeonato profissional (1949, 1950 e 1951), tornando-se o primeiro clube a atingir esse feito desde a profissionalização do esporte no país.
1950: Inauguração oficial do Estádio Presidente Perón, o icônico Cilindro de Avellaneda. Erguida graças a um empréstimo do governo nacional, a praça esportiva inovadora contava com uma estrutura circular perfeita que garantia excelente acústica e visibilidade para a fervorosa torcida albiceleste.
1967: O ápice absoluto do clube. Com a lendária "Equipe do Pizzuti", o Racing bate o Nacional do Uruguai para erguer sua primeira Copa Libertadores e, meses depois, choca o planeta ao vencer o Celtic na "Batalha de Montevidéu", tornando-se o primeiro clube argentino campeão mundial.
1983: O ano do maior drama desportivo. Afundado em crises políticas e econômicas destrutivas que minaram o elenco profissional, o Racing sofre o rebaixamento para a Segunda Divisão (Primera B) em uma tarde trágica no Cilindro diante do Racing de Córdoba.
1985: Sob o comando do carismático técnico Alfio "Coco" Basile, a Academia dá a volta por cima após dois longos anos de calvário na divisão de acesso, superando o Atlanta nas finais do octogonal e carimbando o retorno triunfal à elite nacional.
1988: O clube ressurge no cenário internacional com a conquista da edição inaugural da prestigiada Supercopa Libertadores. O elenco liderado por Rubén Paz e Néstor Fabbri bateu o Cruzeiro na grande final com uma exibição heroica em um Mineirão lotado.
1999: O drama de bastidores mais profundo da história do clube ocorre quando a síndica Liliana Ripoll pronuncia a frase histórica "O Racing Club deixou de existir", decretando a falência judicial. Impedida de jogar, a torcida deu um show único no mundo ao lotar o estádio vazio e desamparado apenas para cantar e defender a vida institucional da agremiação.
2001: Quebrando um doloroso e sufocante jejum de 35 anos sem conquistas na Primeira Divisão, o elenco comandado por Reinaldo "Mostaza" Merlo empata com o Vélez Sarsfield na rodada final e sagra-se campeão do Torneio Apertura, lavando a alma de milhões de torcedores.
2014: Com o retorno triunfal e a liderança mística do ídolo Diego Milito dentro das quatro linhas, o Racing conquista mais uma taça nacional sob a batuta de Diego Cocca, simbolizando um processo profundo de modernização financeira e estrutural.
2026: Consolidado no topo do futebol sul-americano e desfrutando de uma gestão associativa elogiável, o Racing Club mantém sua relevância técnica na elite argentina.
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